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O conceituado economista Paul Krugman não acredita que as decisões tomadas na cimeira europeia vão ajudar a resolver a crise de dívida. Muito pelo contrário. Vão apenas agravar a situação económica dos países do sul da Europa, assume o Nobel da Economia de 2008. Por: Alberto Teixeira Fonte: Diário Económico, em 9 de Dezembro

O Nobel da Economia desconfia das decisões dos líderes europeus.

O conceituado economista Paul Krugman não acredita que as decisões tomadas na cimeira europeia vão ajudar a resolver a crise de dívida. Muito pelo contrário. Vão apenas agravar a situação económica dos países do sul da Europa, assume o Nobel da Economia de 2008 no blogue da sua autoria na edição on-line do New York Times.

"As bolsas europeias estão hoje em alta e eu não sei porquê", começa por escrever Paul Krugman no post ‘The Summit To End All Summits' - A Cimeira para terminar com todas as Cimeiras. E explica: "Mais austeridade, assumir a crise, erradamente, como tendo tudo a ver com os défices orçamentais; nenhum mecanismo para o financiamento do Banco Central Europeu".

Nesse sentido, o economista deixa a sua conclusão com uma ponta de ironia: "De alguma forma, espera-se que o sul da Europa esvazie o seu caminho rumo à prosperidade, enquanto o resto do mundo está com superávit comercial, presumivelmente contra aquele planeta potencialmente habitável que encontramos a 600 anos-luz de distância".

Ainda assim, Krugman manifesta alguma esperança em relação ao futuro. "Talvez as acções de Draghi serão muito diferentes das suas palavras. Mas, na verdade, uma vez que este é um importante grau sobre as expectativas, a Europa precisa tanto de acções e como de palavras", refere.

E finaliza: "Oh, e para sobremesa temos o Cameron a actuar como um 'spoiler' para proteger os 'wheeler-dealers' [expressão inglesa para pessoa perspicaz ou sem escrúpulos que sabe como contornar dificuldades], envenenando as políticas da União Europeia".

Por: Alberto Teixeira
Fonte: Diário Económico, em 9 de Dezembro