
António Cunha, membro da Direção da Ordem dos Economistas, foi ouvido pela Antena 1 a propósito dos dados que colocam Portugal como o país da União Europeia com o maior aumento do preço da habitação no segundo trimestre do ano, com uma subida de 16,5% face ao mesmo período de 2025.
Na sua análise, António Cunha explica que o aumento resulta do crescimento da procura total de habitação, sem o correspondente aumento da oferta. Segundo refere, a garantia pública concedida aos jovens na compra da primeira casa não gerou um efeito de substituição entre compradores, tendo antes elevado o volume global de transações, incluindo imóveis que anteriormente se encontravam fora do mercado.
Perante uma oferta pouco elástica, incapaz de responder com rapidez ao aumento da procura, a subida dos preços torna-se, na sua perspetiva, inevitável. O responsável sublinha o impacto negativo desta evolução no custo de vida das famílias, que terão de suportar esse acréscimo através do crédito à habitação, mas identifica também um sinal de eficácia da política de reforço da acessibilidade ao segmento mais jovem da população.
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