Como os bancos europeus podem apoiar a recuperação
Mar, 28, 2021
Uma recuperação robusta pós-Covid-19 dependerá de os bancos terem capital suficiente para fornecer crédito. Embora a maioria dos bancos europeus tenha entrado na pandemia com fortes níveis de capital, eles estão altamente expostos a setores econômicos duramente atingidos pela pandemia. Um novo estudo do FMI avalia o impacto da pandemia no capital dos bancos europeus por meio de seu impacto na rentabilidade, qualidade dos ativos e exposição ao risco. A análise conclui que, com as políticas corretas, os bancos poderão apoiar a recuperação com a concessão de novos empréstimos. Mas existem pelos menos três ressalvas importantes dignas de nota. Por: Mai Chi Dao, Andreas Jobst, Aiko Mineshima e Srobona Mitra; Fonte: FMI Blogs

 


Como os bancos europeus podem apoiar a recuperação

Uma recuperação robusta pós-Covid-19 dependerá de os bancos terem capital suficiente para fornecer crédito. Embora a maioria dos bancos europeus tenha entrado na pandemia com fortes níveis de capital, eles estão altamente expostos a setores econômicos duramente atingidos pela pandemia.

Um novo estudo do FMI avalia o impacto da pandemia no capital dos bancos europeus por meio de seu impacto na rentabilidade, qualidade dos ativos e exposição ao risco. (…)

A análise conclui que, embora a pandemia provoque um esgotamento significativo do capital dos bancos, as reservas bancárias são grandes o bastante para suportar o provável impacto da crise. E, com as políticas corretas, os bancos poderão apoiar a recuperação com a concessão de novos empréstimos. (…)

Mas existem pelos menos três ressalvas importantes dignas de nota. (…)

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Mai Chi Dao é Economista Sênior do Departamento da Europa do FMI, atuando na equipe responsável pela Alemanha. Anteriormente, trabalhou na Divisão de Economias Abertas do Departamento de Estudos do FMI, cobrindo a avaliação de saldos externos do FMI e conduzindo pesquisas sobre taxas de câmbio e dinâmica das contas correntes. Seus interesses de pesquisa abrangem questões mais amplas de macroeconomia internacional, finanças corporativas e economia do trabalho, sobre as quais tem publicado artigos em várias revistas acadêmicas. Doutorou-se em Economia pela Universidade de Columbia e graduou-se pela Universidade Livre de Berlim.

Srobona Mitra é Economista Sênior do Departamento da Europa do FMI, responsável pela equipe do Artigo IV da área do euro, e é Chefe de Missão para Andorra. Seu trabalho envolve questões relacionadas à estabilidade financeira, e já conduziu pesquisas sobre risco sistêmico, interconexão financeira, fluxos de capital e políticas macroprudenciais. Em cargos anteriores no Departamento de Mercados Monetários e de Capitais, liderou e participou de Programas de Avaliação do Setor Financeiro e missões de assistência técnica em vários países, além de liderar a redação de capítulos do Relatório sobre a Estabilidade Financeira Mundial. Também trabalhou como economista da equipe responsável pela Hungria e realizou estudos analíticos multinacionais sobre países europeus emergentes, inclusive para a publicação Perspectivas Econômicas Regionais: Europa. Doutorou-se em Economia pela Universidade de Washington em Seattle.

Andreas (Andy) Jobst é Economista Sênior do Departamento da Europa do FMI, onde cobre o setor financeiro, política monetária, política climática e supervisão macroprudencial para a área do euro. Anteriormente, participou das equipes responsáveis por Índia, Irlanda, Itália, Letônia, República Eslovaca e Suíça. Também atuou como um dos principais autores do Relatório sobre a Estabilidade Financeira Mundial e liderou, entre outros, os exercícios de teste de estresse (solvência/liquidez) como parte do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (2005–2013) para a Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, RAE de Hong Kong e Reino Unido.

Ocupou altos cargos fora do FMI – como Assessor do Diretor Geral e CFO do Grupo Banco Mundial (2016–19), onde foi responsável pelo financiamento do desenvolvimento (com foco em infraestrutura), gestão de risco e a concepção e implementação de políticas financeiras e regulamentares (incluindo representações no G-20 e no Conselho de Estabilidade Financeira) e Economista Chefe e Subdiretor (Supervisão) da Autoridade Monetária das Bermudas (2011–14), onde implantou a estrutura de supervisão macroprudencial e assessorou o Ministério das Finanças sobre políticas fiscais. Durante este período, também foi copresidente de um grupo de trabalho da Associação Internacional de Supervisores de Seguros.

Andy Jobst também trabalhou na Federal Deposit Insurance Corporation, no Deutsche Bundesbank, no Banco Central Europeu, no Banco da Inglaterra e no Deutsche Bank (Londres) e foi assessor externo do Banco Europeu de Investimentos. Doutorou-se pela London School of Economics.

Aiko Mineshima é Economista Sênior do Departamento da Europa do FMI, onde é parte da equipe responsável pela Alemanha. Anteriormente, atuou no Departamento de Finanças Públicas do FMI, onde integrou a equipe de autores do Monitor Fiscal, bem como nos departamentos da Ásia e do Pacífico e do Oriente Médio e Ásia Central. Antes de ingressar no FMI, foi economista do Banco do Japão, com passagens prolongadas pelos Departamentos de Estudos Econômicos e Mercados Financeiros. Graduou-se pela Universidade de Columbia.

Por: Mai Chi Dao, Andreas Jobst, Aiko Mineshima e Srobona Mitra
Fonte: FMI Blogs, em 26 de Março de 2021
https://www.imf.org/pt/News/Articles/2021/03/26/blog-how-european-banks-can-support-the-recovery